08/10/2010
06/10/2010
INOVAÇÃO EM PROL DA SUSTENTABILIDADE
Compilação elaborada para palestra sobre este tema, em 6 de outubro de 2010, na Universidade Luterana do Brasil - Canoas - RS
INOVAÇÃO EM PAISAGISMO
Rincão GaiaINOVAÇÃO EM ADMNISTRAÇÃO PÚBLICA

INOVAÇÃO NO SETOR INDUSTRIAL
vida-e.com.br
Manejo e Reciclagem de Resíduos Industriais.
Oferece assessoria, consultoria, projetos e prestação de serviços em reciclagem de resíduos abrangendo as seguintes atividades:
Caracterização e classificação de resíduos, elaboração de diagnósticos e pareceres;
Separação interna, coleta seletiva de resíduos, treinamentos;
Manuseio interno, transporte e organização da deposição de resíduos;
Elaboração de Projetos de Unidades de Reciclagem e Disposição final de Resíduos, obedecendo a legislação ambiental vigente;
Acompanhamento da implantação e operação das unidades de reciclagem em parceria com as empresas geradoras;
Abertura de mercado consumidor para os sub-produtos obtidos a partir de resíduos e fornecimento de assistência técnica, garantindo o uso correto e a satisfação dos clientes.


INOVAÇÃO NA PRODUÇÃO CULTURAL
Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não.
INOVAÇÃO EM DESIGN
O Pote de Minhocas - Salada Mista Design e Motion


O Pote de Minhocas é uma composteira doméstica totalmente natural, feita artesanalmente em cerâmica terracota. Sua fabricação resulta em baixo impacto ambiental.
Consiste em três peças que se encaixam formando um decorativo pote com base e tampa, que ocupa pouco espaço e não compromete projetos paisagísticos.
Por ser feita de cerâmica ela não desprende resíduos no ambiente ou no materias que está sendo reciclado.
http://potedeminhocas.multiply.com/
01/10/2009
SUSTENTABILIDADE O MAIOR DESAFIO DA HUMANIDADE
30 de setembro de 2009 (quarta-feira). Nos seguintes horários:
Nova Santa Rita - 10h às 11h, na Câmara Municipal de Nova Santa Rita, Padre Nicolau Flach, 64.
Triunfo - 14h30mim às 15h30mim, na Câmara Municipal Triunfo, Rua Professor Coelho Souza, 210.
Montenegro - 19h30mim às 20h30mim, no Teatro Roberto Atayde Cardona, na Rua Capitão Cruz, 2150 - Centro.

SUSTENTABILIDADE
O maior desafio da humanidade
Anos atrás, em discussão com altos funcionários do Governo, estes me mostraram um grande mapa da Amazônia com muitas manchas verdes. “Que querem vocês ambientalistas? Vejam, estamos preparando todas estas reservas ecológicas, reservas indígenas, bancos genéticos. A biodiversidade está preservada”, diziam.
Respondi: “Não podemos aceitar. Se aceitarmos estes pontos verdes no mapa como solução, estaremos aceitando que tudo o que está branco, e é mais que 90%, poderá ser destruído, pilhado, devastado.
O desequilíbrio climático resultante acabará também com os pontos verdes. Que civilização é esta que precisa proteger algumas manchas verdes no mapa diante de sua própria fúria destrutiva? Ou chegaremos a formas de civilização que signifiquem convívio harmonios
o e sustentável com o grande processo vital, ou não teremos futuro.
José Lutzenberger - 1995 - www.fgaia.org.br

José Lutzenberger
(17/12/1926 - 14/05/2002)
Nascido em Porto Alegre, José A. Lutzenberger formou-se engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1950 e fez pós-graduação em ciência do solo na Lousiana State University, 1951/2. Após trabalhar até 1957 em empresas de adubos químicos no Rio Grande do Sul, foi para a Alemanha trabalhar na BASF, empresa multinacional em química agrícola. Esteve sediado na Alemanha, Venezuela e Marrocos, trabalhando como executivo e assessor técnico nos países do norte da América do Sul e Caraíbas, na África do Norte, Espanha e Canárias.
Em dezembro de 1970 pediu demissão por não poder mais coadunar sua visão ecológica com as práticas da agro-química. Voltou a sua terra natal e tornou-se autônomo, inicialmente como consultor, depois como empresário.
Ao constatar os estragos causados pelos agrotóxicos na agricultura brasileira, assim como a devastação ambiental em geral, ajudou a fundar um movimento ambiental militante, a AGAPAN, Associação Gaúcha de Proteção Ambiental. Tornou-se conhecido no Brasil inteiro.
Em 1987, criou a Fundação GAIA, para promover consciência ecológica e desenvolvimento sustentável, atualmente praticando e promovendo agricultura ecológica, regenerativa, educação ambiental para crianças e conscientização ecológica para a comunidade em geral.
FUNDAÇÃO GAIA - www.fgaia.org.br
A Fundação Gaia nasceu da vontade de possibilitar uma ampliação da atuação na luta ambiental de seu fundador e presidente, José Lutzenberger. Criamos assim suporte e unimos esforços para a indicação e implantação de alternativas de soluções que levem à construção de uma sociedade mais sustentável ambiental e socialmente. Que-remos contribuir para a garantia da sobrevivência e sustentabilidade de todas as espécies do nosso sistema vivo, o maravilhoso e fantástico planeta Terra - Gaia.
RINCÃO GAIA
BIODIVERSIDADE
AGRICULTURA ORGÂNICA
EDUCAÇÃO ECOLÓGICA
LAZER ECOEDUCATIVO
CULINÁRIA SAUDÁVEL
ARQUITETURA ECOLÓGICA
Situado sobre uma antiga jazida de basalto, o Rincão é um exemplo de recuperação de áreas degradadas.
No lugar dos antigos buracos das pedreiras, existem hoje lagos e no seu entorno grande variedade de plantas típicas de ambientes áridos, que junto às rochas, formam jardins de rara beleza.
O Rincão Gaia é habitado por diversas espécies silvestres. Que atuam como indicadores de progresso na recomposição da paisagem.
O que é sustentabilidade?
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecos-sistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais.
Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado pela OMF, internacionalmente, que tornou possível repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em âmbito global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.
As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são:
Os programas de inclusão social;
a sustentabilidade urbana e rural, a preservação dos recursos naturais e minerais e;
A ética política para o planejamento rumo ao desenvolvimento sustentável.
Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício.
Consideramos um empreendimento humano sustentável quando ele é:
Ecologicamente correto;
Economicamente viável;
Socialmente justo;
Culturalmente aceito.
Diferentes abordagens da ecologia:
Ecologia ambiental:
Aborda as relações sistêmicas entre os elementos naturais, biótico e abióticos. Ocupa–se da prerservação e uso racional da fauna, flora e recursos mi nerais.
Ecologia social ou humana:
Aborda as relações das diferentes sociedades entre sí e com os recursos naturais.
Enquanto a ecologia ambiental é voltada para questões científicas a ecologia humana é essencialmente políticas.
Ecologia da cultura:
Aborda os resultados culturais derivados da relação entre a sociedade e o ambiente.
Ecologia profunda:
Ocupa–se das questões individuais ligadas às ideias de felicidade e harmonia.
Ocupa-se de preparar o indivíduo para uma vida conectada e consciente com os diferentes sistemas.
EXEMPLO PARA DISCUSSÃO:
Apresentamos alguns dados oficiais do município de Dois Irmãos, que é considerado referência em gestão de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Prefeitura Municipal de Dois Irmãos - Depto. Meio Ambiente
http://www.doisirmaos.rs.gov.br
MUNICÍPIO DE DOIS IRMÃOS - RS
1: População urbana: 24.815 habitantes (IBGE 2007)
2: Quantidade de lixo domiciliar urbano produzido: 13.351,22 Kg/dia - 93.458,57Kg/sem (Pesagem em 2008) Seco: 16.995,11Kg/sem e Molhado 76.463,46Kg/sem
3: Percentual de adesão da população urbana à coleta seletiva: 70%
4: Sistema de organização para a reciclagem: Associação dos Recicladores de Dois Irmãos que presta o serviço para a prefeitura. A prefeitura repassa um certo valor como auxílio para despesas como a luz, além de fornecer o prédio e alguns maquinários.
5: Principais aspectos da ação educativa promovida pela prefeitura junto à população urbana: Neste ano de 2009, formou-se um grupo que compõe o PEADI-Programa de Educação Ambiental de Dois Irmãos, que está trabalhando na construção do Plano Ambiental de Educação Ambiental, Agenda 21, etc.
Anteriormente, através do Depto. Meio Ambiente e SEMEC, sempre trabalhou-se a educação ambiental nas escolas e comunidade em geral, através de teatros, distribuição de mudas nativas, semana de meio ambiente, campanhas sobre separação de lixo, preservação da fauna local com exposição de animais silvestres, etc. elaboração de folhetos educativos sobre: Reciclgem, Animais Silvestres, Recursos Hídricos.
A principal atividade do Depto. é o licenciamento ambiental, sendo o primeiro município a receber a habilitação para licenciamento pela SEMA, Resolução 05/2001 do CONSEMA. Através do licenciamento ambiental, as atividades potencialmente poluidoras são melhores fiscalizadas por nós o que beneficia a qualidade do meio ambiente local. As notificações e Auto de Infração são tratadas de forma educativa e nunca punitiva, para que a população entenda melhor o por quê de não fazer determinadas ações contra o meio ambiente.
27/11/2008
Como manter suas geléias e compotas fora da geladeira por até um ano.
A primeira observação que devemos fazer é que o maior inimigo dos microorganismos é o calor e é através dele que conseguimos manter nossos produtos intactos por muito tempo sem a necessidade de aditivos artificiais que em muitos casos são prejudiciais à nossa saúde. No Rincão Gaia costumamos produzir compotas, geléias e molhos para nosso uso interno. E para mantê-los fora da geladeira por muitos meses usamos a técnica da pasteurização. Esta técnica de pasteurização de conservas doces é fácil, porém, um pouco trabalhosa. De qualquer forma sempre vale à pena conservar alimentos a um baixo custo energético.
O primeiro passo é conseguir uma boa receita de geléia ou compota (fique ligado em nossas dicas e receitas), todas elas são feitas através do cozimento de frutas inteiras ou amassadas, com mais ou menos açúcar e condimentos. Antes de preparar seu doce reserve a quantidade necessária de vidros muito bem limpos e secos e as respectivas tampas de rosca, que devem ser sempre de metal e devem possuir uma borracha vedante na face interna. O ideal é comprar tampas novas, pois a integridade das tampas é que vai garantir a vedação do produto e o êxito no processo. Pois bem, quando estiver faltando mais ou menos 45 minutos para a sua compota ou geléia ficar pronta coloque os vidros vazios, limpos e secos no forno e deixe em temperatura alta por 35 minutos; desligue o forno e espere 10 minutos. Neste tempo o seu doce deve estar pronto e as tampas muito bem fervidas por pelo menos 10 minutos.
Com os vidros aquecidos, as tampas fervidas e o doce ainda muito quente, vista um avental de corpo inteiro e luvas de proteção contra o calor e teste o primeiro recipiente. Isto deve ser feito sobre uma tábua de madeira seca. Ao despejar uma pequena quantidade do doce quente dentro do vidro, também quente, você saberá se a temperatura está adequada. Se o vidro rachar no fundo (o vidro nunca explode mas pode escorrer doce quente pelas rachaduras, por isso tome cuidado) espere mais uns cinco minutos. O processo em si consiste em preencher os vidros até proximo à boca e fechar com a tampa de metal emborrachada (fervida), e deixar esfriar lentamente dentro de uma caixa de papelão.
Durante o esfriamento não manipule os vidros e de jeito nenhum empilhe os recipientes. Ao esfriar, o doce vai se retrair e formar um vácuo dentro do vidro que garantirá a total vedação, e o calor durante a embalagem impedirá a entrada e a sobrevivência dos microorganismos que estragam os alimentos.
Dicas: Principiantes na cozinha devem estar acompanhados por pessoas mais experientes,crianças, nem pensar! Os vidros e as tampas podem ser comprados em lojas de embalagens e vidraria para laboratório, ( é possível encontrar bons vidros nas centrais de reciclagem). Após esfriarem, os vidros devem ser guardados em um armário ou caixa protegidos da luz de cabeça para baixo, pois desta forma, se alguma tampa não estiver bem vedada, ela vazará e acusará o defeito. E por último, não adianta ter todo esse cuidado com os vidros e tampas se os utensílios de cozinha não estiverem limpíssimos.
Alexandre de Freitas
21/10/2008
Como e por quê ter um jardim mais produtivo
A cultura consumista que moveu a economia do século XX, transformou a prática da jardinagem em uma atividade descartável e com função meramente estética. Atualmente a jardinagem que deveria ser uma ação de proteção da natureza acaba se tornando mais uma entre as muitas fontes de resíduos sólidos e desperdício de água e energia. A destituição da "utilidade" dos jardins é uma herança dos franceses que criaram grandes e artificiais jardins, destinados apenas para o lazer e o deleite estético. Em contrapartida quando voltamos aos jardins mais tradicionais do velho mundo vamos encontrar o que os ingleses denominam de "cottage garden" (jardim camponês) onde predominam entre as diversas espécies de flores do campo, as ervas aromáticas e medicinais entremeadas com frutas e legumes.
Atualmente a cultura ecologista resgata a real função da jardinagem e devolve às pessoas o prazer de cultivar flores, ervas, legumes e frutas em um mesmo espaço. Um jardim pode ser muito mais que um ambiente destinado a enfeitar nossos lares. Nosso jardim pode ser um local para resgatarmos o ofício mais ancestral de nossa espécie, a produção de alimentos. Veja agora alguns aspectos importantes a serem considerados na hora de convertermos nosso jardim em um espaço mais produtivo. Sem esquecer das flores, é claro!
Elemento e função:
Considera-se elemento de um jardim cada componete do mesmo. Ávores, canteiros, lagos, pérgolas, calçadas, etc...Cada elemento deve ter uma função que justifique a sua presença no jardim. Nem que seja apenas para bonito, mas o elemento não deve estar em um jardim sem um propósito. Preferencialmente um elemento tem que servir de suporte para outro. Desta forma são geradas novas e interessantes interações que tornam nosso jardim mais próximo da realidade natural. Na prática isto quer dizer que uma parreira de uvas pode, além de produzir uvas, servir de sombra para o descanso e até abrigar sementeiras. Ou, mesmo uma cerca, que além de determinar limites, pode ser o suporte para um pé de chuchu, este mesmo chuchuzeiro pode agir como um quebra-vento, ...
Diversidade de elementos:
Uma grande variedade de elementos em um jardim torna o ambiente mais equilibrado, proporciona um número maior de interações, e efetivamente oferece uma gama maior de produtos gerados no mesmo. Outra grande vantagem proporcionada pela diversidade de elementos é a possibilidade de ocupar diferentes ambientes já que estamos lidando com diferentes espécies vegetais e animais. Com este procedimento podemos ocupar áreas muito sombreadas com estruturas que não necessitam de luz solar, como composteiras, depósitos de ferramentas, reservando as áreas com sol pleno para as hortaliças, frutíferas e ervas aromáticas. Em áreas extremamente sombreadas podemos cultivar cogumelos comestíveis (é meio complicado mas, é possível) e em locais tão ensolarados e quentes, insuportáveis para as plantas, podemos instalar secadores de ervas e frutas.
Alelopatia:
A presença de determinadas plantas pode estimular o crescimento de outras através das interações químicas ocorridas entre elas. Por outro lado o contrário pode acontecer, e neste caso a presença de determinadas plantas pode impedir ou atrasar o crescimento de outras. Quando programamos uma horta ou um jardim devemos levar isto em conta e tirar o máximo proveito destas interações químicas ocorridas entre as plantas. Em bons manuais de hortricultura é possível encontrar tabelas de compatibilidade.
Introduzindo pequenos animais:
Integrar pequenos animais nos jardins pode ser uma boa alternativa para diversificar nosso espaço e propiciar novas interações. Dentro da idéia inicial de que cada elemento pode e deve ter uma função, vemos os pequenos animais como preciosas fontes de adubo para as plantas e, em determinados casos pode servir como fonte de proteína. Algumas poucas galinhas podem abastecer uma família com ovos durante uma grande parte do ano. Caso o espaço seja realmente pequeno podemos optar por codornas ou galinhas garnizé, que fazem tudo que uma galinha comum faz porém, em menor tamanho. Em uma gaiola de meio metro quadrado podemos criar três ou quatro codornas com muito conforto. Se esta gaiola estiver posicionada sobre uma composteira, a reciclagem é direta. Em pequenos quintais bem ventilados ainda é possível criar alguns poucos coelhos.
Um pequeno lago no jardim cria condições mais favoráveis para diversos cultivos, melhora o aspecto da paisagem, possibilita o cultivo de determinadas plantas que crescem em ambientes encharcados e, dependendo do tamanho do tanque, é possível criar alguns peixes comestíveis.
Gramados e calçadas:
Os gramados nada mais são do que monótonas monoculturas. Ao invés de servirem como cobertura de eventuais espaços de circulação acabam por ser quase a única vegetação em determinados jardins. As calçadas são ainda piores pois além de causarem um empobrecimento na diversidade ainda provocam um impacto microclimático, além de selarem o solo criando, desta forma, um espaço estéril no jardim. Devemos usar estes elementos com muita economia sempre levando em conta que estes devem ter uma justificativa prática para estarem em nosso jardim.
Árvores e arbustos:
O uso de árvores e arbustos em um jardim não pode ser feito de forma indiscriminada. Mesmo porque, o posicionamento de diferentes espécies de árvores é estratégico para tirar o melhor proveito das variações climáticas sazonais (estações do ano). Procedendo desta forma pequenas árvores e arbustos podem alterar de forma positiva tanto o aspecto visual de nosso jardim como podem exercer uma função termo-reguladora. Um procedimento muito simples e de excelentes resultados é o uso de árvores mais altas e com folhagem perene ao sul do jardim (isto só vale para as regiões sub-tropicais e temperadas do hemisfério sul). O lado norte do jardim reservamos para as árvores de folhas caducas (aquelas que perdem as folhas no inverno), na prática o que acontece é que o jardim fica protegido do sol intenso do verão pelas copas das árvores, mas no inverno quando o jardim precisa de mais sol as árvores caducas perdem as folhas e deixam passar toda a luz solar tão preciosa no frio. Também algumas frutíferas conseguem se adaptar bem a pequenos espaços. Destacamos aquelas de pequeno porte que produzem frutos comestíveis e que atraem pássaros. Sugerimos algumas espécies: laranjinha japonesa, tangerina, limão cravo, cereja, figo, pêssego, ameixa, framboesa, amoras, araçá, pitanga, ... Estas frutíferas cultivadas no jardim podem produzir frutas de primeira qualidade para geléias e compotas, que podem durar o ano todo.
Não varrer folhas secas:
A varrição das folhas secas no jardim não deve ser feita sem uma boa (mas boa mesmo!) justificativa. De uma forma geral as folhas secas são a principal fonte de nutrientes para o solo em um bosque. Muita da fertilidade do solo se perde por não sabermos manejar corretamente as folhas secas. Uma boa camada de folhas secas protege o solo, evita a perda de umidade, é fundamental para o controle da erosão laminar (erosão mais superficial no solo, quase imperceptível e que dá início a processos erosivos mais agudos). Quando decompostas as folhas secas representam uma importante fonte de nutrientes. E na prática, em dia de chuva um solo descoberto vai, inevitavelmente encher nosso calçado de lama, o que não ocorre se caminharmos sobre uma densa camada de folhas. Saiba muito mais sobre este assunto lendo o texto de José A. Lutzenberger entitulado: "Folha Seca não é Lixo" disponível na página da Fundação Gaia na Internet (www.fgaia.org.br).
Não fazer terraplagem:
Um erro muito freqüente é a terraplanagem total do terreno onde queremos instalar nosso jardim. Existe um mito de que isto facilita o trabalho e otimiza o controle geral das plantas. Pois bem, os acidentes naturais do terreno podem nos proporcionar locais mais altos e secos junto a locais mais baixos e úmidos; pode ainda gerar locais mais frios e outros mais quentes. Em meio a esta diversidade microclimática podemos distribuir uma gama muito ampla de espécies em nichos específicos. Quando instalamos nosso jardim em um local plano podemos simular esta diversidade climática construíndo canteiros em formato de espiral, que se erguem do solo oferecendo diversos níveis de umidade e calor.
Podando com sabedoria:
A poda deveria ser uma técnica de assistência à saúde da planta. Porém, o que vemos é que a poda das ávores é, na maioria dos casos, feita com total desconsideração para com a planta, levando em conta somente as conveniências das pessoas e, pasmem, dos veículos e construções. Árvores de jardim não devem ser podadas nunca salvo algumas exceções. No caso das plantas frutíferas a poda é feita para que haja maior entrada de luz dentro da copa das árvores e um conseqüente aumento na produtividade e qualidade dos frutos. Em outros casos as árvores possuem alguma anormalidade e para isto fazemos o que pode ser chamado de dendrocirurgia. A dendrocirurgia nada mais é do que uma poda feita seguindo os critérios de proteção à saúde da planta. Esta prática serve tanto para a retirada de galhos e ramos como para a correção de partes lascadas do tronco e dos galhos.
Coletar água da chuva:
Uma atitude muito civilizada é economizar água. Para isto podemos dispor de uma série de procedimentos. Um deles é coletar água da chuva. É possível guardar grandes quantidades de água para a manutenção do jardim simplesmente instalando calhas nos telhados ou dispondo de outros truques para coletar e armazenar a água da chuva em tonéis com tampa, para evitar os mosquitos.
Alexandre de Freitas








